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Olá, meu nome é Bruna

Essa é minha história

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Paciência é uma dádiva

Sempre sonhei em ser mãe, e quando me casei essa vontade só aumentou. Foi quando em novembro de 2016 tive meu primeiro positivo, meu coração pulava de tanta alegria, minha vontade era gritar para o mundo ouvir. Com 14 semanas de gestação fiz meu primeiro ultrassom, e descobri que seria mãe de uma menina, a Raíssa Manuelly. Meu mundo ia ficar mais rosa! Não tive náuseas, tonturas, vômitos, nem nada. Os médicos sempre diziam que minha gestação estava tranquila.

Essa sou eu
Acontecimento inesperado

Em abril de 2017, fui ao ginecologista, que confirmou o que os outros médicos disseram: meu pacotinho estava muito bem, e como ele mexia! Porém, no dia seguinte, pela manhã comecei a sentir contrações muito fortes, que apertavam e paravam. Fui para maternidade e lá comecei a sangrar muito. A obstetra falou que eu tinha que ficar internada, pois estava com risco de sofrer um aborto espontâneo. Ela fez o exame de toque e pediu para que eu ficasse deitada e fizesse poucos movimentos. Como não queria perder minha filha, fiquei… Só que a dor vinha cada vez mais forte e eu chegava a gritar.

Entrei na maternidade às 8:00 da manhã e fiquei internada até às 21:30, chorando de dor.


Até que teve um momento em que gritei tanto que o médico fez um exame de toque e disse: você vai ganhar, vamos preparar a cirurgia. Fiquei desesperada, ainda mais que meu marido estava na recepção, pois eu não podia ter acompanhante. Tive que fazer um parto induzido, minha menina nasceu puxada pelos pés. Assim que ela nasceu, vi logo que tinha o pezinho igual o do pai. Porém, ela não chorou e ficamos só 5 segundos juntas, ela deitada no meu peito; mas logo foi levada para a UTI neonatal. E eu fiquei ali, no corredor com várias mulheres desconhecidas, umas com seus filhos nos braços, outras que iriam ganhar, e outras que perderam seus bebês. Perguntei à médica se meu esposo sabia que eu estava bem, e foi só quando ela disse que sim, que eu consegui dormir.

Quando amanheceu, fui novamente para sala de cirurgia fazer a curetagem, e logo ao acordar graças a Deus havia conseguido um lugar na enfermagem. Fiquei por lá esperando a minha alta, mas sabia que isso demoraria. Fui ver minha princesinha na UTI neonatal, tão pequenininha, pesava 624 gramas, um ser tão pequeno que mexe com todos os seus sentimentos. Fiquei poucos minutos lá, não estava aguentando ver minha filha naqueles aparelhos.

O mundo desabou

Naquele mesmo dia, pela noite, o médico me informou que minha bonequinha havia tido uma parada cardíaca, mas tinha sido reanimada. Fiquei sem chão, até evitei tocá-la por medo de infectá-la com alguma bactéria.

A chamei pelo nome e ela abriu os olhinhos bem devagarzinho, como se fosse uma despedida.


E foi mesmo. Fui para o quarto ligar para meu esposo e logo já me chamaram na UTI neonatal novamente. E então, por um instante meu mundo caiu. Mas, Deus já havia me dado a resposta, e eu só pensava “seja o que o Senhor quiser”. Quando cheguei lá me informaram que minha bebê não havia resistido. E naquele momento eu só queria ligar para o meu esposo. Corri pelo hospital chorando aos prantos, eu estava desesperada! E várias mães me abraçaram no caminho.

Eu não quis pegar minha filha sem vida, me despedi dela e entreguei sua vida ao Senhor.


No outro dia, nossa filha já não era mais nossa. Resolvemos todos os papéis para que ela pudesse descansar em paz e fomos para casa sem nossa Raíssa Manuelly nos braços.

Meu marido cuidou muito bem de mim, me dava banho, trazia comida, não saiu do meu lado. Porém, no meu coração eu só tinha um medo, tentar novamente. Mas, coloquei na minha cabeça, que não iria tentar, iria deixar o tempo passar e me curar daquela dor.

Fim do Medo

O sonho de ser mãe começou novamente ano passado, depois que parei de tomar o anticoncepcional, achando que iria engravidar rapidamente. Porém, minha menstruação nunca foi regulada, eu ia à ginecologista e ela sempre me receitava a progesterona para ajudar a descer. Porém, no outro ciclo ela já atrasava novamente.

Procurei outra ginecologista, que me passou novamente a progesterona mas também a metformina para tentar engravidar. E assim eu fiz, no primeiro ciclo tomei certinho e comecei a tentar, mas no final do mês minha menstruação desceu. Meu positivo não queria chegar de jeito nenhum.

Foi então que descobri o kit para tentantes e eu e meu esposo começamos a tomar as vitaminas e a usar o gel lubrificante específico para engravidar em 27 de novembro de 2019.

Quando os produtos chegaram

E foi como um passe de mágica, no primeiro ciclo usando os produtos consegui o meu tão desejado positivo, e agora vou realizar mais uma vez o meu sonho de ser mãe. Agradeço à Deus e a Famivita por me darem minha bebê arco-irís, nossa doce Manuela. Mais uma vez meu mundo ficou rosa.

Dia special
Minha princesa crescendo dentro de mim

Minha doce Manu nasceu no dia 21 de julho de 2020. Com placenta prévia, tive que correr para cesariana, com 34 semanas.

Minha princesa

Obrigada por ter lido a minha história!

Beijos e abraços,
Bruna

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