Este costuma ser um dos momentos mais mágicos de uma gestação. Nos exames de ultrassom podemos ver o bebê dentro do ventre. E ao ver, sabemos que o bebê realmente está ali e que a gravidez é real. Com o passar dos meses, a mulher passa por algumas sessões de ultrassom diferentes. Ao menos uma delas é o chamado ultrassom morfológico. Mas o que ele é de fato?

O exame de ultrassom usa ondas de som que ecoam pelo corpo e voltam em forma de imagens. É muito seguro e recomendado para todas gestantes. Com ele é possível detectar problemas como descolamento de placenta, má formação do feto ou a maturidade da placenta.Também proporciona à mamãe e ao papai cenas inesquecíveis como o bebê chupando o dedinho ou mesmo a descoberta do sexo do bebê.

Ultrassom morfológico – para que serve?

O ultrassom morfológico é uma variação do ultrassom convencional. Ele é normalmente feito entre a 11ª e 14ª semana ou 20ª e 24ª semana da gravidez. Nesta fase é possível ver o feto por inteiro dentro do útero, com maior facilidade e mais clareza do que nas semanas anteriores. A ultrassonografia morfológica ainda mostra com detalhes todos os órgãos internos do bebê, evidenciando se há algum problema ou se o desenvolvimento do bebê está indo bem.

Órgãos como estômago, pulmão, coração, bexiga e rins são visualizados no ultrassom morfológico. O exame também mostra presença de osso nasal e quinta falange (presença do quinto dedo da mão do bebê). Além disso, é possível fazer uma medição minuciosa das veias e artérias do cérebro e do coração do bebê.

Os ossos também são pontos importantes no ultrassom morfológico, como a  coluna cervical do bebê, o fêmur, o úmero e outros. Todos são verificados para saber se o bebê está se desenvolvendo corretamente de acordo com as semanas de gestação. Veja aqui o ultrassom de uma menina com 21 semanas:





Ecografia morfológica com doppler

Além das ondas de som, alguns recursos podem ser usados na ecografia morfológica, como é o caso do doppler. O doppler verifica a intensidade do fluxo de sangue da placenta para o bebê e para seu coração. O ultrassom morfológico também é feito para monitorar e saber a localização exata e condições da placenta.

A maioria dos casos de placenta prévia(na entrada do útero) é diagnosticada neste exame. Esta condição faz com que o parto vaginal natural seja impossível. A placenta também pode ser anterior ou posterior, e será avaliado em que grau de maturação ela está.

A maioria dos médicos pede o ultrassom morfológico entre a 20ª e 24 semanas. Um dos motivos também é a possível detecção da síndrome de Down através da medição da prega nucal, a famosa translucência nucal. Mas a maioria dos positivos para essa síndrome que são identificados pela medição são falsos positivos. Este diagnóstico é realmente positivo em apenas 5% dos casos.

Se alguma outra complicação for detectada no ultrassom morfológico, seu obstetra pedirá outro exame específico para descartar ou confirmar o possível problema. Existem exames apropriados para examinar o coração, cabeça e rins do bebê. Há até um exame específico para verificar a amniocentese, caso seja suspeito de síndrome de Down. O ultrassom morfológico custa por volta de R$200,00 e costuma durar de 20 a 50 minutos.

É bom se preparar para ficar deitada durante um bom tempo de barriga para cima. Caso sinta desconforto, pode avisar o médico. Para quem já passou por uma gestação sabe que essa posição pode trazer falta de ar por comprimir o abdômen e limitar a respiração. Se necessário, peça uma pausa ou mudança de posição ao médico ultrassonografista.

Vídeo de ultrassom morfológico

O que é possível ver no ultrassom morfológico?

Como já relatamos acima, no ultrassom morfológico se analisa detalhadamente o desenvolvimento do bebê, o que não é possível em outros tipos de ultrassom.  Medidas, estrutura e formato da cabeça do bebê são visíveis durante a realização do exame, assim como todos os outros ossos.

A imagem do rosto do bebê também é mais nítida no ultrassom morfológico. Por isso é possível verificar os traços do bebê, assim como a existência do lábio leporino ou fenda labial. Só não é possível verificar a fenda palatina, que é a abertura no céu da boca, mais difícil de analisar. É neste ultrassom que a maioria das mamães saem felizes com “fotos” de seu bebê. Através da imagem 3D e 4D é possível ver perfeitamente seu rostinho.

No ultrassom morfológico, a coluna é examinada detalhadamente e consegue-se ter certeza que os ossos estão bem alinhados, corretamente posicionados e se a pele cobre toda sua extensão, que chega até a área do bumbum.

O coração também é cuidadosamente observado no ultrassom morfológico. É observado se suas válvulas abrem e fecham corretamente, acompanhando a batida do coração. Com a ajuda do doppler é possível examinar as principais artérias e veias, que surgem na tela com cores diferenciadas, azul e vermelho.

Também se observa os rins e se a urina está fazendo o percurso correto para a bexiga. A posição da placenta, o cordão umbilical e seus vasos sanguíneos também são analisados com maior precisão com a ajuda do doppler. A quantidade de líquido amniótico será medida, garantindo que o bebê tenha a quantidade necessária para continuar se desenvolvendo de forma saudável. As artérias uterinas também serão verificadas, já que o fluxo sanguíneo alterado pode indicar risco de pressão alta.

Através de todas as medidas conferidas durante a ecografia morfológica é possível informar o peso e tamanho do bebê. Porém, se trata de uma estimativa para verificar se está tudo dentro do esperado até o dia do parto. É importante lembrar que pode existir uma variação para mais ou menos comparado a outras gestações.

Falando um pouco da minha experiência

Quando eu estava grávida do Dudu, já havia feito 3 ultrassons e não conseguia ver o sexo do bebê. Foi no ultrassom morfológico que conseguimos ver o piu piu e o saquinho do Dudu boiando. A doutora que fez a ultrassonografia suspeitou de placenta prévia .Fui encaminhada para um exame mais detalhado com ultrassom transvaginal para saber se realmente a placenta estava no colo do útero. Felizmente não havia problemas. Para saber toda a história assista aqui:

O ultrassom morfológico da Melissa me trouxe a confirmação de ser menina e vi os batimentos a 154 bps. Mostrou o bebê bem formadinho e uma imagem que não vai sair mais da minha memória, a Melissa bocejando e passando os dedinhos na orelha. Por isso, aproveite muito esse momento!

Uma ajuda importante durante a gestação são os polivitamínicos. É muito comum as mulheres enjoarem e terem dificuldade em se alimentarem corretamente. Às vezes é difícil até ingerir alguns medicamentos. Recomenda-se uso de ácido fólico, porém, o Metilfolato. Ele é a forma ativa é muito mais eficaz contra possíveis malformações do bebê como o lábio leporino, fenda palatina, onfalocele entre outros. A FamiGesta da Famivita é uma das únicas vitaminas com Metilfolato na quantidade ideal. Você encontra a FamiGesta aqui.

Dúvidas das leitoras:

Qual a época certa de fazer o ultrassom morfológico?

O ultrassom morfológico é recomendado entre a 20º e a 24º semana, já que é a fase ideal para identificar possíveis síndromes. Também é possível ver todo o desenvolvimento do bebê, assim como malformações da face, devido à sua nitidez de imagem.

Qual a diferença do ultrassom morfológico do normal?

A diferença do ultrassom morfológico é a qualidade da imagem e a intensidade de detalhes que o exame consegue detectar e avaliar, maior do que o ultrassom convencional. Por ser mais completo, é solicitado numa fase em que realmente é possível analisar o desenvolvimento total do bebê.

Veja também: Tabela de referência Tamanho e peso do feto

Foto: Mrs. Flinger